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domingo, 10 de julho de 2011

A Avaliação em EAD - Dificuldades.



Na procura de material para postar, me vi com a grande dificuldade que é a avaliação na EAD. A avaliação, não importando a que se proponha cumprir, tem a especificidade de despertar nos avaliados suas defesas mais profundas e  escondidas. A avaliação é um processo de rituais e métodos complexos, o que resulta por torná-la um fato desconhecido, chegando a ser tornar um mito. No caso da avaliação da aprendizagem, principalmente em EAD, este tipo de mitificação do processo avaliativo, ao invés de possibilitar aos avaliados maior consciência de seu aprendizado e de como está se desenvolvendo  internamente o seu processo de construção do conhecimento, termina por confundi-las, tornando-as dependentes de alguma pontuação ou veredicto externo que avalie ou determine se estão
aptas, se estão aprendendo ou não. Portanto, a avaliação em EAD atualmente é limitada em relação ao paradigma educacional adotado. Quando o objetivo é preparar mão de obra qualificada para empresas ou mesmo aperfeiçoar profissionais para o mercado, o atual modelo de avaliação se mostra  apropriado para quantificar e verificar esses objetivos, mas se o objetivo é a formação de estudantes conscientes, pessoas críticas e com teor mais elevado de análise, o modelo atual é limitado, ficando reduzido aos mesmos dados quantitativos e a função formativa da avaliação não é funcional ou mesmo empregada, sendo  muito difícil, do ponto de vista humano e psicológico, que as atuais tecnologias consigam substituir o contato humano no processo educativo.

Abaixo algumas citações e informações interessantes;
“A avaliação em EAD tem algumas características que são resultado do paradigma educacional
proposto ao processo de ensino-aprendizagem e à natureza do processo específico.
De acordo com Gonçalves” (1996):

Há situações em que a presencialidade na avaliação é condição de aperfeiçoamento da aprendizagem -aquelas que envolvem algumas habilidades motora complexa, por exemplo. Nestas situações, a não previsão de avaliação ou de avaliação presenciais poderia ser tida como irresponsável; pois, se é imprescindível para a aprendizagem, torna-se um direito do aluno a ser respeitado” (Gonçalves, op. cit.: 07).

“Concordamos plenamente que a EAD pode representar uma verdadeira revolução na
democratização do ensino superior. Instituições inteiras de ensino superior, tais como: American World University, United Kingdom's, Open University, Vancouver's Open Learning Agency, Norway's NKS e NKI Distance Education; entre outras, têm se dedicado a prover Educação à Distância no nível pós-secundário, por décadas.
A avaliação no EAD, como vimos, tem pontos muito fortes baseados na autonomia, autodidaxia, pesquisa e autoria, competências importantes na formação de um indivíduo crítico e consciente. Porém, como o contato pessoal com os alunos é muito menor ou nulo no Ensino à Distância, é muito difícil, por exemplo, o professor identificar individualmente os seus alunos ou observar essas mudanças comportamentais, critérios importantes para uma avaliação qualitativa.
Um outro ponto forte da EAD é a relação professor-aluno ser, claramente, menos hierarquizada
devido ao fato desta interação ser feita via mensagens eletrônicas, fórum ou Chat, onde os símbolos socioculturais subjetivos não são tão claros para demarcar a diferença entre professor e alunos como existe em uma sala de aula tradicional. Isso inibe o constrangimento do aluno em expressar opiniões diante do professor. Todavia, podemos notar que o distanciamento geográfico impele também um distanciamento afetivo e uma falta de comunicação mais ampla. Essas são variáveis muito importantes no processo de ensino-aprendizagem visando a mudança comportamental própria do processo educativo.
A falta de contato com os alunos obriga o estabelecimento de regras a serem seguidas durante o curso de uma forma clara desde o primeiro momento. Para isso, acreditamos que é necessário uma primeira aula presencial filmada, a fim de realizar uma avaliação diagnóstica, ou seja, discutir e coletar dados sobre o que é esperado dos alunos e pelos alunos, como a disciplina será desenvolvida, e como será executada a avaliação. Além disso, páginas na Internet com estas informações devem ser disponibilizadas no "conteúdo da disciplina" (páginas de Norteadores pedagógicos e de Critérios de avaliação). Qualquer informação não claramente documentada pode ser colocada como algo não esperado por alguns alunos e justificar as críticas destes com relação à clareza das regras no processo de avaliação.”
Revista Iberoamericana de Educación (ISSN: 1681-5653) • 6 •Avaliação no Ensino a Distância


EAD no JN

Aí está o link para a visualização da reportagem sobre EAD no Joirnal Nacional:
http://youtu.be/Ht12QJKuNuw

‘O saber mais próximo’, de Carlos Alberto Chiarelli

Este artigo fala sobre a EaD no Brasil e pontua várias dificuldades encontradas no sistema educacional vigente, além de fazer referência ao ensino na EaD como uma das soluções para melhorar o cenário nacional da educação.

 ‘O saber mais próximo’, de Carlos Alberto Chiarelli

Carlos Alberto Chiarelli (*)
Não é preciso ser um especialista no ramo educacional para se conseguir traçar um panorama da situação da educação no Brasil. Apesar dos avanços na economia, em termos de educação, infelizmente, nosso país está aquém do desejável. Atualmente,  o Brasil possui apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos cursando o ensino superior. É um índice pequeno se compararmos com o Chile e a Argentina, onde cerca de 40% dos jovens nessa faixa etária ingressam na universidade. Isso sem mencionar a evasão no ensino médio.
A falta de estímulo para o professor, as condições precárias das salas de aula e o difícil acesso à educação fazem com que este problema deva ser tratado com mais atenção e eficácia pelas autoridades. Mais do que qualquer outra ação esta deve ser prioritária se quisermos um Brasil, realmente desenvolvido. Formalismos retóricos e empecilhos burocráticos criados por órgãos oficiais obstaculizam, muitas vezes, avanços da Educação a Distância (EAD), por exemplo. Esta metodologia é comprovadamente eficiente, em especial em um país como o nosso.
O motivo? Entre outros, destaco as distâncias continentais brasileiras, o preço mais acessível, o progresso da tecnologia e a necessidade crescente de qualificação profissional, exigida pelo mercado de trabalho. Investir em métodos eficazes, sejam eles a distância, presencial ou qualquer outro que ajude a avançar o alcance da educação no Brasil, é uma emergência. Mais que isso até: uma urgência. Encarar tal desafio é uma das grandes questões do ensino no país. Trafegar por ele, não há dúvida, é um caminho longo.
Com determinação, é possível e necessário alcançar índices compatíveis de qualificação. Está na hora de a população prestar mais atenção à reforma educacional, principalmente na hora de escolher seus representantes parlamentares e executivos.  A educação é para todos, inclusive para eles, tarefa essencial.
Carlos Alberto Chiarelli é ex-Ministro da Educação, Doutor em Direito e Presidente da ACED (Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância)


sábado, 9 de julho de 2011

Avaliação da Aprendizagem em EAD

Quais os instrumentos para a avaliação na educação a distância?
“ A avaliação em educação a distância combina uma variedade de instrumentos que possibilitam contemplar aspetos quantitativos e qualitativos” (Russo 2001). As tarefas a desenvolver durante o curso envolvem entre outros, exercícios práticos, estudos de caso, comentários de textos, auto-avaliação e mesmo a realização de provas escritas que poderão ser respostas abertas, fechadas, mistas, etc..  A avaliação pode contemplar também a participação em bate-papos e fóruns e listas de discussão, tempo em que esteve on-line no curso. Todo esse percurso tem o acompanhamento constante do tutor, que realiza o registro do desempenho individual do aluno recorrendo a bases de dados que permitam gerenciar a informação em tempo hábil. De acordo com determinação legal especifica para a educação a distância, a avaliação do rendimento do aluno para fins de promoção, certificação ou diplomação, terá de ser realizada por meio de exames presenciais.

Reflexos da avaliação sobre o processo de ensino aprendizagem em educação a distância?
 A avaliação é o reflexo do processo de aprendizagem, envolvendo aspectos pedagógicos, programáticos, curriculares, educacionais e sociais. A educação a distância apresenta uma proposta de avaliação que:
- estabelece claramente o que vai ser avaliado;
- se apresenta como corretiva, oferecendo informações sobre os erros e suas eventuais causas, orientando para a resposta correta e o modo de a alcançar;
- seleciona técnicas adequadas para avaliar o que realmente se deseja avaliar;
- utiliza conscientemente um conjunto diferenciado de técnicas de avaliação, tendo em conta as suas possibilidades e limitações de aplicação;
- define a avaliação como um meio para alcançar fins e não um fim em si mesma;
- encara o erro como um elemento fundamental à produção de conhecimento pelo ser humano.

Dimensões da avaliação num curso de educação a distância?
 Estudar a distância é um processo autônomo de construção da aprendizagem, requerendo estratégias e instrumentos de avaliação diferenciados da educação presencial.
A avaliação em educação a distância, respeita o tempo de avaliação do aluno, atendendo às suas “demandas e estratégias de aprendizagem” (Hoffmann, 2001: p. 59), quebrando o paradigma da seqüência padronizada e rígida de tarefas avaliativas.
Características da avaliação dos alunos em educação a distância?
 Atendendo à diversidade dos alunos, a educação a distância estabelece com eles mecanismos de comunicação e interação, visando o conhecimento mútuo, a motivação e o acompanhamento do processo de aprendizagem sob diferentes dimensões avaliativas.  A avaliação contempla para além da matéria aprendida pelo aluno, o desenvolvimento e mudança de atitudes, o desenvolvimento de criatividade, a capacidade para se relacionar, etc. (Gutierrez e Prieto, 1991).
A avaliação em educação a distância ganha uma dimensão mediadora, que projeta e vislumbra o futuro, subsidiando uma compreensão dos limites e possibilidades dos alunos e o permanente ajustar das estratégias pedagógicas (Hoffmann, 2001). Pensada, planejada e concretizada de forma coerente com os objetivos definidos para a aprendizagem, adquire contornos de continuidade de modo a acompanhar o processo de aprendizagem.  Permeia todo o processo educativo, constituindo mais um fator que contribui para a aprendizagem do aluno (Perrenoud, 2000). Ela é baseada em tarefas que são propostas ao aluno ao longo do curso, devendo ser efetuadas num determinado período de tempo. Registradas em portfólio e associadas a uma permanente comunicação e interação com o aluno, elas adquirem papel mais importante e fidedigno das reais aprendizagens dos alunos do que as provas presenciais.
 Conforme as proposta dos cursos a avaliação dos alunos em educação a distância pode assumir diversas facetas, como se apresenta no quadro abaixo.
 texto de João José Saraiva da Fonseca


Avaliação da Aprendizagem na EAD



Nessa figura exibimos as três modalidades de avaliação com breve resumo das suas funções principais.

Avaliação de Aprendizagem


 Fonte : http://avaliandoemead.zip.net/
A avaliação da aprendizagem é subjetiva e complexa, à medida que não traduz neutralidade por ser um processo que "inflama necessariamente as paixões, já que estigmatiza a ignorância de alguns para melhor celebrar a excelência de outros" (PERRENOUD, 2008, p. 09).

Com essa charge queremos ilustrar a subjetividade do processo avaliativo, afinal avaliar significa abordar conceitos relativos como valores e interpretação de resultados. Sendo assim, queremos também provocar a reflexão sobre o conceito “aprendizagem” e alertar que a avaliação da aprendizagem não é algo meramente técnico.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A tecnologia faz mágica na educação?

A tecnologia faz mágica na educação?
As tecnologias de informação podem ser muito úteis na educação, entretanto se as mesmas não estiverem baseadas em teorias de aprendizagens e a eficientes estratégias pedagógicas de ensino, ondem sejam quebrados paradigmas de ensino e de transferência do saber, ela se tornará um fim e não um meio.
O que precisamos mudar, acrescentar ou transformar, para que sejam alcançados os objetivos básicos da Educação.
Estava pesquisando na internet quando vi este vídeo. Estou postando para que todos possam assistir, analizar e chegar as suas próprias conclusões.
A mudança da pratica de ensino cotidiano não depende somente do uso das TICs, mas sim de como as usamos.
Assistam ao vídeo abaixo...e cometem suas conclusões.