quinta-feira, 7 de julho de 2011
Bem vindo ao mundo adulto...
Assistindo ao vídeo fui fazendo algumas reflexões. Bom, é contada uma historinha com relação a avaliação como forma de competição, onde somente os melhores são beneficiados (talvez não necessariamente os melhores, mas os mais "sortudos").
No decorrer do vídeo o processo de avaliação é comparado a um sistema de competição, onde, quem não saí vencedor acaba perdendo a motivação e auto-estima. É um ponto de vista valido, claro, e hoje em dia grande parte dos educadores concordam que provocar a competição não é a melhor forma de se avaliar.
Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante... devemos lembrar que: o mundo é competitivo. E aí? Talvez se a competição fosse incentivada desde cedo os estudantes sairiam melhores preparados para a competição acirrada que acontece no "mundo adulto".
O fato é, vivemos em uma sociedade capitalista, e, bem ou mal este é o regime que provavelmente irá perdurar por séculos. A competição existe. Não adianta querer tratar o processo de avaliação como algo prejudicial a um estudante, ao contrário, o estudante deve sim ser avaliado, porém o processo avaliativo não deve ser "um fim", uma meta a ser alcançada. A avaliação deve ser uma consequência, o que vale mesmo é todo processo de aprendizagem realizado até se chegar a avaliação.
Se o aluno chega a avaliação e recebe uma nota baixa todo o processo avaliativo deve ser revisto e não somente a capacidade do aluno. As vezes pode ter faltado material didático adequado, ou a didática do professor não era das melhores, ou ainda, devido aos baixos incentivos o professor não tinha motivação para ministrar uma boa aula, e ainda, deve-se levar em consideração a individualidade de cada aluno. Pode ser que o aluno não tenha muita facilidade com a matéria, o processo deve prever meios de identificar e formas de contornar tal situação.
O ensino (tanto em EAD quando presencial) deve formar o aluno para o mundo, e isto incluí confrontá-lo em todo seus aspectos, afinal, não queremos formar uma geração de "bebês chorões" e "garotinhos mimados".
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É lamentável que ainda tenhamos no Brasil uma prática pedagógica centrada apenas no professor, em que o professor assume o papel de único produtor do conhecimento por meio do discurso de autoridade que lhe é conferido pela sociedade. A primeira fala do vídeo ilustra essa situação "Professor! Por favor! Só mais uma chance", percebam o caráter apelativo do personagem ao clamar ao professor uma segunda chance. Fica claro, não só nessa fala, mas como em todo o vídeo o caráter autoritário do professor e, sobretudo, a ausência de troca de experiências, diálogo e formação crítica.
ResponderExcluirO processo de ensinar requer a inserção de possibilidades para a construção do conhecimento. Paulo Freire no livro "A pedagogia da autonomia" enfatiza que a autonomia se dá de forma dialógica no contexto educacional,professor/aluno em que são valorizadas as experiências dos sujeitos envolvidos nesse processo.
Nesse sentido, o processo de ensino e aprendizagem na modalidade de ensino a distância se destaca ao focar o aluno e a interatividade.